Algumas a chamam: costo-diafragmática, outros abdominal-intercostal. O fato é que devemos encher desde a base do pulmão, suas laterais até as costas, sem levantar os ombros. “Quando se pede aos alunos, no início das aulas de fala ou de canto, para inspirarem profundamente, 80% inspiram com uma elevação forçada das costelas e das clavículas, mantendo os músculos abdominais contraídos, erguendo os ombros, ficando vermelhos no rosto e pescoço… Esta respiração forçada tem conseqüências desastrosas, em primeiro lugar para a voz. A laringe fica sob alta pressão, e pior ainda se a pessoa não articula bem, trancando os maxilares. Assim, a pressão é dupla e as nossas cordas vocais não podem vibrar livremente.” (Manual Prático de Técnica Vocal. Charlotte KAHLE. Porto Alegre, Livraria Sulina Editora. 1966).
Para o cantor é necessário saber administrar a entrada e a saída do ar que respira. A esse controle dá-se o nome de apoio. ”Apoio, portanto, é o controle elástico e consciente da força retrátil passiva e espontânea do movimento de elevação do diafragma ao promover a expiração, e é conseguido pelo domínio de seus antagônicos- os músculos abdominais e intercostais – com a finalidade de manter o equilíbrio da coluna de ar e aplicá-la à fonação.” (Técnica Vocal para Coros. Helena Wöhl COELHO. Editora Sinodal, São Leopoldo, 1994)
